Death Note | Crítica 9
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Death Note | Crítica

Um ótimo diretor num filme mediano

Depois de ter passado nas mãos de muitos diretores o remake americano de Death Note finalmente chegou, dessa vez nas mãos da Netflix e do diretor Adam Wingard sobre Light Turner (Nat Wolff), o jovem que encontra o caderno da morte do ceifador Ryuk (Willem Dafoe) e sua vontade de criar um mundo sem criminosos que acaba atraindo a atenção do enigmático detetive L (Lakeith Stanfield)

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Uma pena que o diretor não consegue aproveitar essa premissa, mas acho que depois de Ghost in the Shell muitos estavam com um pé atrás sobre o que viria, ainda mais quando eles perceberam que seria bem diferente do seu material original. Não que isso seja algo de ruim. Existem vários exemplos de história que se desvirtuaram de suas origens e acabaram sendo incríveis e o começo do filme é muito bom. A direção dinâmica de Adam e o jogo de edição consegue nos mostrar de uma maneira rápida e boa quem são os personagens e suas motivações. Você acaba ficando preso no que ele quer te mostrar.

Adam realmente tem um talento para filmar e para uma história como aquela você precisa de alguém dinâmico na direção, uma pena que o roteiro não ajuda. A história acaba se perdendo na metade a diante e todo o potencial que o diretor cria começa a afundar no momento que os personagens deixam de ficar interessantes.

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Quando você sente que o filme está indo ladeira abaixo ele te joga uma reviravolta no final que volta a te prender e te deixa até com um gostinho bom na boca. Os fãs da obra original podem se sentir devastados pelas mudanças, mas quem estiver entrando nesse mundo pela primeira vez vai acabar gostando. Não é um filme ruim, mas foi mal aproveitado.

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Confira o trailer: 

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Guilherme Cepeda
Guilherme Cepeda é podcaster, blogueiro e escritor. Pós-Graduado em Marketing e apaixonado por tecnologia e literatura desde sempre, em 2010 resolveu criar um blog para compartilhar sua opinião com os amigos. Jamais imaginaria que o projeto chegaria tão longe, tornando-se hoje o Burn Book, um dos maiores portais de literatura jovem do Brasil. Escreveu em co-autoria os livros da série Minha Vida, e em seu trabalho mais recente, já pela Editora Burn Books, publicou o conto “Estarei em Casa para o Natal” na antologia que leva o mesmo nome, também foi publicado em outras antologias pelas Editoras Wish, Villa-Lobos e Rouxinol. Guilherme é co-criador do Podcast “BurnCast”, o qual é responsável pela edição, pós-produção e roteiro há mais de um ano.

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