Fullmetal Alchemist | Crítica 8
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Fullmetal Alchemist | Crítica

Um dos animes mais populares finalmente ganha seu live-action

Fullmetal Alchemist é um anime que muita gente cresceu vendo. Tendo uma construção de mundo perfeita e personagens que conseguem equilibrar muito bem o drama e o humor, o trabalho da japonesa Hiromu Arakawa podia dar um grande filme. Talvez tenha sido pela popularidade do manga e do anime que a Netflix decidiu comprar os direitos de exibição do filme fora do japão.

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O longa nos apresenta os jovens alquimistas Edward Elric (Ryosuke Yamada) e Alphonse Elric (Atomu Mizuishi) e sua busca pela Pedra Filosofal, um objeto de poder inimaginável. Os dois garotos acreditam que a pedra pode recuperar seus corpos, que lhes foi tirado no dia que cometeram o grande pecado de tentar reviver a mãe usando transmutação humana, mas nem imaginam a grande conspiração que tal poder esconde. 

Em termos de criação de mundo, o filme realmente consegue cativar. Todo cuidado é pouco para fazer você sentir que está mesmo no começo de um século 20, onde a ciência derrubou barreiras com o uso da alquimia e da robótica. Você vai ficar encantado com os cenários e com os atores.

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Infelizmente, a adaptação tem muita cara de filme de terror B. Isso fica claro em algumas tomadas e principalmente na caracterização dos vilões. Ás vezes parecia que eu estava vendo mais um cosplay bem feito, mas que não era cinematográfico.

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Os efeitos especiais só mostram como uma história como aquela precisava de uma verba maior. Eu sei que não estamos falando de uma produção hollywoodiana, mas isso não ajuda o telespectador a levar o filme a sério. Ainda mais com seu meio arrastado, que se recupera no terceiro ato. É lá que a jornada dos dois irmãos te puxa para a tela. 

No final, a adaptação de Fullmetal Alchemist vai agradar aos fãs, mais pela sua fidelidade ao material de origem do que pelo filme em si. O final deixa um grande gancho, mas como não teve notícias de um segundo filme, não sei o que esperar para o futuro da franquia.

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Guilherme Cepeda
Guilherme Cepeda é podcaster, blogueiro e escritor. Pós-Graduado em Marketing e apaixonado por tecnologia e literatura desde sempre, em 2010 resolveu criar um blog para compartilhar sua opinião com os amigos. Jamais imaginaria que o projeto chegaria tão longe, tornando-se hoje o Burn Book, um dos maiores portais de literatura jovem do Brasil. Escreveu em co-autoria os livros da série Minha Vida, e em seu trabalho mais recente, já pela Editora Burn Books, publicou o conto “Estarei em Casa para o Natal” na antologia que leva o mesmo nome, também foi publicado em outras antologias pelas Editoras Wish, Villa-Lobos e Rouxinol. Guilherme é co-criador do Podcast “BurnCast”, o qual é responsável pela edição, pós-produção e roteiro há mais de um ano.

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