O patrão está morto, mas o negócio tem que continuar

Narcos retorna para sua 3° temporada e precisa responder uma pergunta: será que a série pode sobreviver sem Pablo Escobar (Wagner Moura)? A resposta é sim! A série pode sobrevier e até trouxe uma narrativa mais fechada e firme, com os novos chefes e seu jeito diferente de comandar o mundo das drogas.

Infelizmente, mesmo com uma narrativa mais consistente e momentos bem tensos, nenhum personagem traz o mesmo impacto que Escobar trazia. Gilberto Rodríguez (Damian Alcazar) via o mundo das drogas como um negócio e a violência não devia ser a resposta, mas sim a diplomacia. Seu método faz muito sentido e leva o Cartel a lugares que Pablo não conseguia ir, só que as coisas não são necessariamente mais divertidas. Mesmo as temporadas passadas tendo cometido seus erros, Pablo era um vilão louco e impossível de substituir e o terceiro ano só comprovou isso.

Agora é a vez do agente Javier Peña (Pedro Pascal) contar a história, como o líder por trás da luta contra o Cartel. Pascal fez muito bem seu trabalho. Seu personagem não tem problema em levar a série a diante de um jeito que seu parceiro não conseguia e através da sua narrativa exploramos os últimos seis meses do negócio do Cartel de Cali e dos quatro homens no topo dele.



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Com certeza foi uma temporada que soube fechar um ciclo e abrir portas para um novo. Ainda há muita coisa para se contar dos narcotraficantes e espero ver mais de Narcos no futuro.

Personagens 80
Enredo 85
Fotografia 80
Trilha Sonora 75
Nota dos Leitores:9 Votes83
80

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