Polar | Crítica


Polar é um dos filmes originais da Netflix de 2019. Um filme que bebeu na fonte de John Wick, mas que consegue encontrar seu próprio estilo ao focar num aspecto mais grotesco de sua censura 18 anos. O diretor Jonas Åkerlund ganhou pontos por não ter medo de trabalhar com a censura mais elevada, como é o caso de algumas produções, além da escolha de Mads Mikkelsen como o maior dos assassinos de aluguel. Quem já viu os trabalhos anteriores de Mads sabe como ele nasceu para fazer esse tipo de papel. Ele não só faz muito bem, como já te convence, só pelo visual, que é um homem que você deve temer.


Mads, o The Black Kaiser, é o maior acerto do filme. Os fãs de Hannibal vão ficar mais do que felizes pela forma que o ator é colocado em cena. O ator merecia um destaque maior em Hollywood, ainda mais com produções como essa. É só você dar uma olhada no rosto de Mads que você percebe que ele é perfeito para o papel: jeito de galã, mas também de louco, por trás de todo aquele charme.

E o diretor sabe disso. Polar é um filme que brinca com exageros para agradar seus expectadores e faz isso muito bem. Isso vai desde a fotografia até as atuações. Mesmo que personagens como a da Vanessa Hudgens sejam mal aproveitados, é meio difícil tirar os olhos da tela. 

Entretanto, o filme tem seus problemas, e não são poucos. Falta alguma coisa no longa, no modo como o roteiro conduz os acontecimentos e na relação dos personagens. É meio difícil comprar a amizade dos personagens de Mads e Vanessa, que só faz sentindo mesmo com a revelação no final.

Ainda sim, você simplesmente não consegue parar de ver o filme. Mesmo com tantos problemas, ele é viciante. Polar vai ser um exemplo clássico de ou você ama ou odeia”. O filme da a entender que pode haver uma possível continuação. Vamos esperar pra ver. 

 

3.7

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