A série que já chegou dividindo uma legião de fãs e críticos

O último Defensor chegou. Depois de muita espera Punho de Ferro chegou ao Netflix, introduzindo o bilionário Danny Rand (Finn Jones) que retorna a sua cidade natal depois de um acidente que o deixou desaparecido por mais de dez anos. Com forças obscuras ameaçando tomar conta de sua empresa, ele terá que mostrar tudo que aprendeu nos anos que ficou desaparecido na jornada que o transformou no Punho de Ferro.

Antes mesmo da série ser lançada os críticos conseguiram ver os 6 primeiros episódios da temporada. A opinião deles não podia ter sido pior, mas com usuários da Netflix tendo uma visão diferente, o que será que podemos realmente esperar?

Parte de mim não entendeu bem todo o ódio dos críticos, a série realmente tem seus problemas. Isso não pode ser negado. Ela segue aquele tipico padrão Marvel-Netflix, com uma pegada que vimos em todas as suas séries passadas, e episódios iniciais que servem apenas para preparar o terreno. Ou seja, só depois da metade para frente que as cosias realmente ficam interessantes em termo de enredo, cenas de ação e personagens. Algo não muito diferente de Luke Cage e até mesmo Jessica Jones

Falando dos personagens eu achei Danny completamente diferente do que os telespectadores esperavam. Ele é como uma criança num corpo de um adulto. Um aprendiz que superou fisicamente seus mestres, mas não mentalmente. O que faz com que ele queira se provar constantemente. Não digo que essa abordagem tenha sido ruim só foi um tanto inesperada. A ingenuidade de Danny pode ser adorável, e até irritante às vezes, e muito usado pelos seus inimigos.

Falando deles a série não tem exatamente um vilão principal, deixando esse espaço preenchido por várias pessoas diferentes. Começando com os irmãos Ward Meachum (Tom Pelphrey), Joy Meachum (Jessica Stroup) e seu pai Harold Meachum (David Wenham), partindo então para Madame Gao (Wai Ching Ho). O arco dos irmãos, no entanto, não é tão bem aproveitado, embora quando aproveitados eles se tornem até mais interessantes do que Danny.


Os aliados de Danny,  Colleen Wing (Jessica Henwick) e Claire Temple (Rosario Dawson), são no mínimo interessantes e trazem uma boa dinâmica ao personagem a medida que a série avança. Acho que posso classificar a série desse modo. Que começa com problemas óbvios, mas que vai se encontrando a medida continuamos nessa jornada.

Talvez a Marvel e a Netflix devessem ter despirocado total como fizeram com Doutor Estranho. Podia ter sido algo até tosco, mas se as cenas de ação e magia fossem divertidas, o povo teria pirado.

Com tudo tenho que dizer que a série não fica atrás de suas antecessoras. Escolhendo focar em algo mais realista do que nos elementos misticos, o produtor Scott Buck não conseguiu chegar no mesmo nível de ação de Demolidor, mas acho que posso ver alguns preferindo essa série  a Luke Cage, talvez até Jessica Jones, por ser mais dinâmica.


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Confira o trailer: 

 

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