Noah Schnapp, Finn Wolfhard, Galen Matarazzo, Caleb McLaughlin, "Stranger Things 2" - photo: Netflix

Stranger Things: 2° Temporada | Crítica da Série

Se o primeiro ano te pegou de jeito, o segundo não vai te soltar tão facilmente

A tão esperada 2° temporada de Stranger Things finalmente chegou e dessa vez o perigo é muito maior do que esperávamos e os momentos nostálgicos e viciantes tão intensos quanto antes. Eu fico muito feliz em dizer que os Duffer Brothers não deixaram a qualidade cair. Acho que essa era a maior preocupação dos fãs. Será que a continuação poderia ser tão boa? Com essa equipe no comando, eles poderiam fazer umas cinco ótimas temporadas.

Will (Noah Schnapp) está de volta, Eleven (Millie Bobby Brown) seguindo seu próprio caminho e o monstro destruído. Mesmo as coisas não estando perfeitas, parece que o perigo finalmente passou, não é? Errado, Will pode estar de volta, mas se antes a batalha era para tira-lo do mundo invertido, dessa vez nossos heróis terão que lutar por sua alma contra uma força muito mais poderosa e inteligente do que eles podiam imaginar.



O modo como os mistérios e a tensão são construídos é de deixar qualquer um preso no assento, virando a noite para saber como vai acabar. Eu me impressiono em como os roteiristas conseguem inserir e desenvolver tão bem seus personagens no contesto. As relações e dinâmicas que são formadas ao longo do caminho são uma das melhores coisas do enredo e muito disso é por causa dos atores

Mas a grandiosidade da nova criatura não está só no perigo que ela representa, mas também na produção. A Netflix está investindo pesado em Stranger Things, tanto que em alguns momentos parecia que eu estava vendo uma super-produção cinematográfica.

Claro que nem tudo é perfeito. Eu achei o começo um tanto parado e o arco envolvendo Nancy (Natalia Dyer) muito chato comparado aos demais. Toda vez que ela e seus namorados apareciam eu já torcia para voltarmos as crianças ou ao chefe de policia (David Harbour). Eu também queria mais revelações do Mundo Invertido e não que a série seguisse tanto a risco os padrões do seu primeiro ano. Eles poderiam ter evoluído mais.

No entanto, esse segundo ano continua viciante e imperdível. Consigo ver muitos devorando os episódios num final de semana, se impressionando com a grandiosidade dos acontecimentos e, é claro, se emocionando com o encontro de Mike (Finn Wolfhard) e Eleven.

Não posso terminar essa crítica sem mencionar como o Noah foi a grande revelação da temporada. Ele surpreendeu muito com sua atuação.

 

Personagens 90
Enredo 80
Fotografia 90
Efeitos Especiais 85
Trilha Sonora 85
Nota dos Leitores:13 Votes95
86




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