O Mecanismo: Dilma Rousseff chama Padilha de assassino de reputações

Com licença, é aqui que fica a sala da polêmica? Pode entrar e se sentar porque a série original da Netflix O Mecanismo conseguiu, por bem ou por mal, chegar em pessoas importantes como Dilma Rousseff. A ex-presidente postou, nesse domingo (25), em sua página oficial no Facebook uma nota sobre a série e os fatos por ela abordados. Referindo-se a série como fake news destacou os principais pontos que Padilha alterou da realidade. Confira a seguir quais são eles:

  • Banestado e a linha temporal



O Banestado foi um esquema de evasão de divisas descoberto no fim da década de 1990 e enterrado de forma acintosa na transição do governo Fernando Henrique Cardoso para o de Lula. Na série O Mecanismo, o escândalo acontece em 2003, ou seja, houve uma alteração temporal dos fatos. Na verdade, nesse ano, foi criada a CPI do Banestado que nunca conseguiu a condenação definitiva de um político importante ou de representantes de grandes grupos econômicos.

 

  • O termo “estancar sangria”

Esse talvez seja a parte mais polêmica da série e que cria dúvidas sobre sua intenção. Apesar de ninguém possuir exclusividade em relação ao termo, ele é conhecido por estar na fala do senador Romero Jucá com o com o delator Sérgio Machado na época do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Na série, ele é atribuído ao personagem João Higino (Arthur Kohl), que faz referência ao ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva.

Até hoje o impeachment de Dilma é um assunto muito nebuloso e mal visto pela mídia internacional, como o The Guardian.

 

  • O advogado de Youssef

O personagem inspirado no doleiro Alberto Youssef em O Mecanismo aponta o Ministro da Justiça como seu advogado no Escândalo do Banestado em 2003. De fato, quem ocupou tal função foi Antonio Figueiredo Basto, que também atuou na defesa no caso da Lava Jato e é especialista na área de delação premiada. 

Veja a nota de Dilma Roussef na íntegra: 

O diretor José Padilha manifestou-se em relação as acusações de ser um “assassino de reputações” de através de uma entrevista cedida a Folha de S. Paulo neste domingo. Segundo ele,  “na abertura de cada capítulo, está escrito que os fatos estão dramatizados”.

Se a Dilma soubesse ler, não estaríamos com esse problema, afirma o diretor.

Em entrevista concedida ao Observatório do Cinema, Padilha deixa claro como nessa série a veracidade dos fatos não é algo a que quer se atentar, pois, segundo ele, “misturar falas ou expressōes de um político-personagem que o público pode confundir quem falou nāo tem a menor importância, pois sāo todos parte do sistema”.

Quem é que detém o domínio da “realidade dos fatos” a que você se refere? O Lula? O Temer? O STF? O Marcelo Odebrecht? Me diz a versão realmente verdadeira que te digo como não distorcê-la!, dispara o diretor.

 

 

 

 

 

 




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