One Day At a Time 2ª Temporada | Crítica 8
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One Day At a Time 2ª Temporada | Crítica

A segunda temporada de One Day At a Time, apesar de seguir uma mesma linha, encontra-se em uma realidade diferente. Quando a primeira temporada foi gravada, o presidente Donald Trump ainda não tinha sido eleito e era apenas uma “ameaça”, agora ele é uma realidade que o seriado não tem medo de atacar de forma inteligente. 

Começamos com a pressão sofrida pelos latinos nos Estados Unidos de forma diferente. Enquanto alguns sofrem com a generalização e os rótulos, como Alex, outros não são reconhecidos por não atenderem a um biotipo estereotipado. Partimos para a necessidade do apoio dos familiares, principalmente quando mães e pais abrem mão de seus sonhos para o bem comum. Além disso, Penelope trará assuntos como distúrbios psicológicos à tona e com uma visão de quem sofre o problema.

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Ao acompanhar a personagem Elena, o público familiariza-se com as diferentes orientações sexuais e os gêneros não-binários, assunto que muitos ainda desconhecem. Nessa temporada, a garota desenvolverá um relacionamento extremamente fofo com uma pessoa que tem as mesmas inseguranças e o mesmo nível de loucura, o que nos faz torcer fortemente por elas.

As questões políticas vem com a força desse sitcom: Lydia. Em tempos onde os imigrantes não podem garantir uma estabilidade por conta do presidente americano, ela terá que abrir mais de uma das coisas que mais ama: Cuba. É incrível que, apesar de fictícia, sua história tem a força de representar tantas histórias reais pelo mundo a fora. 

Schneider e Dr. Berkowitz deram um salto absurdo e deixaram de ser apenas personagens secundários. Isso aconteceu tanto por seus dramas pessoais, que foram mais detalhados, quanto pelo crescimento de suas relações com a família Alvarez.

Ao assistir One Day At a Time é possível lembrar das primeiras temporadas de The Fresh Prince of Bel-air, que eram carregadas de humor aliado à questões raciais. O sitcom dos anos 1990 perdeu seu rumo e seu engajamento, o que esperamos que não aconteça com a história dessa família cubana, mas teve grande responsabilidade pela visibilidade dada aos negros na indústria.

É reconfortante saber que essa nova era do entretenimento ultrapassa a função de divertir e se estende até a conscientização de forma natural. Agora é esperar porque em um dia já assistimos toda a temporada. Que venha a terceira!

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Viviane Oliveira
Tecnóloga em Projetos Mecânicos desde 2017, estudante de Jornalismo, cosplayer, cosmaker, redatora freelancer desde 2016, amante da Mulher Maravilha e de Star Wars.

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