Pesquisa brasileira sobre queimaduras é assunto em Grey’s Anatomy

"O tratamento para queimaduras desenvolvido por pesquisadores brasileiros foi assunto em Grey’s Anatomy. A proposta de utilização da pele de tilápia para tratar vítimas de queimaduras foi desenvolvida no Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos (NPDM) da Universidade Federal do Ceará (UFC) e vem sendo aplicada em pacientes desde 2016."

Um tratamento para queimaduras desenvolvido por pesquisadores brasileiros foi assunto do episódio 17 da 15ª temporada de Grey’s Anatomy, que foi ao ar na semana passada. A proposta de utilização da pele de tilápia para tratar vítimas de queimaduras foi desenvolvida no Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos (NPDM) da Universidade Federal do Ceará (UFC) e vem sendo aplicada em pacientes desde 2016.

No episódio, intitulado “And Dream of Sheep”, o médico Jackson Avery (Jesse Williams) revoluciona o tratamento de queimaduras ao substituir a pele humana queimada por pele de peixe. Em uma das cenas, os personagens estão conversando e deixam claro que a descoberta é brasileira, além de mencionar que os custos e efeitos colaterais são menores que os de tratamentos-padrão.




A informação passada pela ficção condiz com a realidade. Os estudos realizados para analisar os efeitos de curativos biológicos feitos com a pele de tilápia mostram que uma das vantagens é a redução de dores e desconfortos nos pacientes, já que eles precisam ser trocados menos vezes que os curativos tradicionais. Além disso, o tratamento desenvolvido pelos pesquisadores cearenses produz melhores efeitos de cicatrização.

De acordo com um dos coordenadores da pesquisa, o médico Edmar Maciel, a utilização da pele de tilápia diminui os custos do atendimento. Ele explica que o procedimento, utilizado em queimaduras de 2° grau profundo e de 3° grau, consiste em um curativo biológico temporário para fechar a ferida, evitando contaminação, desidratação e trocas diárias de curativos.

A tilápia foi escolhida porque as primeiras fases do estudo mostraram que sua utilização clínica era adequada, já que mantinha semelhanças com a pele humana, como grau de umidade, alta qualidade de colágeno e resistência. Até 2017, o tratamento já havia sido aplicado em mais de 60 pessoas. No ano passado, foi exportado para os Estados Unidos, para tratar ursos, pumas e leões vítimas de um incêndio na Califórnia.

Esta não é a primeira vez que o tratamento com pele de tilápia foi assunto em séries médicas. Em 2017, o sexto episódio de The Good Doctor também tratou da pesquisa.

Este texto foi escrito por Camila Pessoa via nexperts  / minhaserie

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