The Umbrella Academy: Crítica da 1ª temporada

Super-heróis não são perfeitos e, talvez, nem deveriam ser.

Umbrella Academy é um misto de x-men com o lado mais sinistro dos heróis da Marvel. Mas, o que mais me interessou nessa série não foram os super-poderes ou  sobre existir uma academia para treiná-los e todo aquele clichêzão básico que amo. Mas o fato de que heróis não são perfeitos.

Nem todo herói quer realmente ser um super-heroi 24h por dia, 7 dias por semana. As vezes, ele quer ser apenas uma pessoa normal. E que muitas das vezes, carregar esses poderes, além de ser uma grande responsabilidade, pode trazer abalos psicológicos muito fortes. E que se isso não for muito bem tratado e cuidado, terá um problema muito sério no futuro e que, ao invés dele ser um grande herói, estará ao passo de se tornar um grande anti-herói. Agora imagina tudo isso, aplicado em crianças?


Umbrella Academy, é nada mais que uma série adaptada, e digamos que melhor adaptada, dos quadrinhos de Gerard Way, ex-vocalista do My Chemical Romance, e ilustrada por Gabriel Bá, um brasileiro megatalentoso. Só por isso, já é um sinal para darmosatenção não só para a série, mas para as HQs também.

Bom, a história tem início quando, surpreendentemente, 43 mulheres ao redor do mundo dão à luz ao mesmo tempo, sem estarem grávidas até o momento de darem à luz. Com isso em vista, o excêntrico milionário, Reginald Hargreeves (Colm Feore), decide ir atrás desses recém-nascidos e adota sete destas crianças especiais, para assim desenvolver seus poderes individuais. O problema começa quando eles são tratados pelos seus poderes e números, e não como crianças e pessoas que eram.  Nascendo, assim, a Umbrella Academy.

Mas, como eu disse logo no começo do post, sem a atenção e o tratamento necessário para esses pequenos superdotados, seguido da morte de um dos irmãos e o desaparecimento do Número Cinco, cada passou a cuidar da sua própria vida. Luther, o Número Um (Tom Hopper); Diego, o Número Dois (David Castañeda); Allison, Número Três (Emmy Raver-Lampman); Klaus, Número Quatro (Robert Sheehan) e Vanya, Numero Sete (Ellen Page) retornam à mansão onde foram criados para o funeral do pai, que morreu repentinamente. O Número Cinco (Aidan Gallagher), que havia desaparecido na infância, graças à sua capacidade de se locomover através do tempo, retorna, vindo de um futuro pós-apocalíptico, como um homem de 58 anos preso no corpo de um jovem de 13. Com ele, vem uma mensagem e uma missão: o mundo vai acabar e eles têm apenas oito dias para impedir que isso aconteça.

Porém, nada é perfeito e uma dessas crianças além de não possuir poder, é extremamente excluída da família. Vanya, a garota que, até então é tida como “normal”, tem um papel primordial na série. Não só por seu abalo psicológico, mas por todo peso que carrega nas costas e por ter uma dor tão grande, que nem ela sabe o quão perigoso vai ser quando soltar tudo isso.

Os episódios são envolventes e tem uma fotografia muito diferente do que estou acostumada a assistir. Confesso que tive uma certa estranheza no começo, mas com o tempo me agradou muito. Faz muito sentido quando se pesquisa e entende o sentido de cada cor utilizada nas HQs.

Vale muito apena acompanhar e assistir essa série, não só pela ação, mas por cada personagem, pelo desenrolar da história e compreensão de vida que cada um tem. Em alguns momentos, a série deu umas desacelerada, só para entrar em outro momento emocionante nos minutos seguintes. Isso me deu uma certa desanimada, até entender como funcionada as sequencias das cenas. Assisti numa tacada só e os últimos episódios me fizeram assistir sem nem piscar. MANDA A SEGUNDA TEMPORADA NETFLIX!

Super-heróis não são perfeitos e, talvez, nem deveriam ser.

Nota dos Leitores:4 Votes7.7
10

Leia Mais
Emma Watson divulga primeiro teaser pôster de ‘A Bela e a Fera’