Uma temporada que prometeu muito mais do que entregou

Chegamos a um final de mais uma temporada. The Walking Dead, uma das séries mais lucrativas e assistidas da atualidade, fechou o seu sétimo ano com uma arco interessante para seu oitavo. É uma pena que o resto tenha sido tão mediano. Acho que até os fãs mais fanáticos do mundo criado por Robert Kirkman vão admitir que a temporada deixou muito a desejar.

E não foi por falta de oportunidades. Negan (Jeffrey Dean Morgan) foi um dos melhores personagens já introduzidos nos últimos anos da televisão e muito disso se deve ao latento do ator. Esse é um dos raros momentos em que o ator e o personagem se casam de uma maneira perfeita. Não havia ninguém mais que poderia fazer esse papel. Jeffrey como Negan é sádico, cruel, carismático e completamente imprevisível. Ele deixa a ameaça muito mais real.

Como eles puderam falhar tendo um personagem que poderia levar a tantas oportunidades eu não entendo, mas acho que posso resumir essa temporada como de oportunidades perdidas. Tivemos coisas interessantes que passavam batidas pela lentidão dos acontecimentos. Pela promessa de uma guerra eu esperava uma temporada muito menos arrastada

Só no último episódio que as coisas realmente pegaram fogo. A cena do Negan confrontando o Rick (Andrew Lincoln) era tudo que pedíamos. Se houvessem momentos mais assim, ao invés dos escritores quererem aprofundar além da conta certos núcleos, poderíamos ter tido algo incrível.

Andrew Lincoln as Rick Grimes, Chandler Riggs as Carl Grimes, Jeffrey Dean Morgan as Negan – The Walking Dead _ Season 7, Episode 16 – Photo Credit: Gene Page/AMC

Mas com o oitavo ano prometendo ser mais acelerado e a guerra finalmente chegando. Só espero que vejamos finalmente o que eles prometeram. A temporada não foi bem dividida, mesmo com a primeira parte conseguindo carregar um pouco da tensão esperada.

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