Depois de ter passado para o topo da lista de mais vendidos dos EUA no mês passado, uma das distopias políticas mais conhecidas do mundo, 1984, de George Orwell, vai ganhar uma nova capa e uma nova edição de capa dura.

Outra distopia política/científica que ganhou nova identidade foi O Conto da Aia (The Handmaid’s Tale), de Margareth Atwood. Ambos os livros serão publicadas pela Houghton Mifflin Harcourt, uma editora americana volta para obras educacionais.

Em 1984, publicado em 1949, os personagens “vivem aprisionados na engrenagem totalitária de uma sociedade completamente dominada pelo Estado, onde tudo é feito coletivamente, mas cada qual vive sozinho. Ninguém escapa à vigilância do Grande Irmão, a mais famosa personificação literária de um poder cínico e cruel ao infinito, além de vazio de sentido histórico”. Especialistas dizem que 1984 voltou a ser best-seller justamente quando o presidente americano Donald Trump assumiu o governo. Coincidência? Talvez. De qualquer modo, uma adaptação do livro será encenada na Broadway a partir de junho.

Já O Conto da Aia, lançado em 1985, “passa-se num futuro próximo, na República de Gilead – antigos Estados Unidos da América – em uma teocracia totalitária cristã que derrubou o anterior governo democrático americano. O regime instaurado é fortemente caracterizado por uma divisão social semelhante às castas; cada membro da sociedade ocupa um lugar fixo na hierarquia social, desempenhando assim uma função específica”. O motivo de essa distopia ter voltado a ser lida pelos americanos é o anúncio que de que em breve uma série baseada nela será lançada na plataforma Hulu e tem como protagonista Elizabeth Moss, de Mad Men.

Fonte: Publishers Weekly

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