Fãs de Pokémon têm parte do cérebro dedicada só aos personagens da série 16

Fãs de Pokémon têm parte do cérebro dedicada só aos personagens da série

Teste feito pela Universidade Stanford contou com voluntários que jogavam Game Boy durante a infância.


Um novo estudo da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, mostra que fãs de Pokémon têm uma parte do cérebro dedicada só a eles — principalmente se acompanham os personagens desde a infância.

O estudo foi feito com o intuito de ajuda a esclarecer dois mistérios relacionados à visão:



“É uma questão aberta no campo de estudos por que temos regiões cerebrais que respondem a palavras e rostos”, disse Jesse Gomez, autor do estudo, segundo o comunicado.

Considerando estudos recentes da Universidade Harvard, Gomez teorizou que, se a exposição na primeira infância é fundamental para o desenvolvimento de regiões do cérebro, então ele e outros adultos que brincavam de Pokémon quando crianças deveriam responder mais a personagens do jogo que a outros tipos de estímulos, por exemplo.

“O que é único em Pokémon é que existem centenas de personagens, e você tem que saber tudo sobre eles para ter sucesso. O jogo premia você por individualizar centenas desses pequenos personagens parecidos”, lembra Gomez.

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A priori, a orientadora do jovem psicólogo, Kalanit Grill-Spector, estava cética em relação ao uso do jogo na experiência, mas com o aprofundamento no assunto, eles perceberam que o desenho era ideal para testar uma teoria visual chamada viés de excentricidade. Nessa hipótese, o tamanho e a localização de uma região cerebral dedicadas a algo específico dependem de duas coisas: quanto do campo visual os objetos tomam e também quais partes da visão — centrais ou periféricas — são utilizadas.

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teste realizado em um grupo de homens mostrou, com auxílio de imagem feitas por ressonância magnética, que a parcela de voluntários que cresceu jogando Pokémon tinha uma parte específica do cérebro ativada (sempre no mesmo lugar), enquanto o mesmo não acontecia com quem não brincou com os personagens na infância.

“Acredito que uma das lições de nosso estudo é que essas regiões cerebrais ativadas por nossa visão central são particularmente maleáveis ​​à experiência extensiva”, relata Grill-Spector.

Para a dupla, essa é uma evidência de que o cérebro é capaz de mudar em resposta à aprendizagem experiencial desde uma idade muito precoce, mas existem restrições subjacentes ligadas ao cérebro que moldam e guiam como essas alterações acontecem.

via revistagalileu


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