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Os super-heróis fazem sentido?

“Você deve usar essa máscara para esconder sua identidade e proteger as pessoas que ama.” Quantas vezes você já ouviu algo parecido? Se é um fanático por super-heróis, assim como eu, tenho certeza que muitas!

No entanto, se você está aqui como um “hater” (cara, eu odeio esse termo da moda) ou acha que super-heróis são uma enganação, então prepare-se, meu amigo, pois embora você (talvez) esteja certo, tentarei fazê-lo refletir sobre uma coisa ou outra, com base na MINHA breve opinião sobre o conceito de super-heróis e suas máscaras. And here we go!

Vamos considerar que um super-herói não precisa de roupas coloridas, nem de superpoderes e menos ainda salvar o mundo de uma invasão alienígena. Um super-herói, para você, pode ser seu pai, sua mãe ou qualquer pessoa que você considere um exemplo. Seguindo por essa linha, temos o filme do Homem-Formiga, que apesar de seus poderes se basearem em tecnologia, o herói que ele quer se tornar não é do tipo que protege a cidade das forças do mal. Seu objetivo principal é se reaproximar de sua filha.

Ainda falando desse belo e genial filme, o nome Homem-Formiga é ridículo. O NOME, E NÃO O FILME. Não adianta negar e nem me xingar, pois você sabe que é verdade. Que tipo de super-herói se chama Homem-Formiga? A Marvel também sabe disso e o próprio estúdio tira sarro no filme. “Homem-Formiga? Ainda dá tempo de mudar o nome? – pergunta Scott Lang.” O próprio super-herói é uma coisa cômica e não deve ser levado a sério. Mas não digo isso no sentido pejorativo, pois pra mim é o gênero mais divertido que existe. O problema é quando há pessoas que tentam levar isso a sério, como se fosse uma coisa realista. Acredite, já disseram que a ciência do filme do Thor não faz sentido. WHAT?! Não faz sentido comparar a ciência de um filme de super-heróis com a realidade, pô! O próprio Stan Lee já disse que, quando criou o Hulk e o Quarteto Fantástico, não sabia (e talvez ainda não saiba) nada sobre raios gama ou raios cósmicos. O nome simplesmente parecia legal. E olha onde a Marvel chegou! O verdadeiro público dos super-heróis, seja nos quadrinhos, no cinema, na TV, no espaço sideral ou em outra dimensão, não dá importância para isso!

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Próximo item – o aparato que cobre a identidade. A chamada máscara. Antes, devo dizer que se trata de uma metáfora: qualquer um pode ser um super-herói. Agora, vamos usar como exemplo a série Arrow.

O Arqueiro Verde, alter ego de Oliver Queen (desejado pelas mulheres), usa uma máscara que cobre apenas a região dos olhos. Será que funciona? Para os amantes de super-heróis, com certeza, pois estamos imersos na história. No entanto, podem haver curiosos, como eu, que, apesar de ser viciado no gênero, foi procurar a respeito do uso das máscaras. A maioria dos heróis, incluindo Batman ou Homem-Aranha, não poderia proteger suas identidades nos dias de hoje, considerando toda a tecnologia, incluindo análise de voz, altura, forma como anda… Para um amigo ou até mesmo um conhecido, talvez fosse fácil descobrir a identidade do herói. Mas imagine pensar nisso durante o livro, HQ ou filme ou pior: se o autor tentar explicar ou se aprofundar nesse tipo de coisa. O espectador refletiria a respeito e perderia a imersão na narrativa. A metáfora do super-herói perde o sentido.

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Agora, senhor hater, compreende o motivo do porquê, na sua visão, super-heróis não fazem sentido? Na minha também não faz, mas trata-se de uma metáfora. É isso que faz os super-heróis tão legais, divertidos e é por isso que muita gente gosta.

Uma dica para você: experimente assistir Homem-Formiga, estrelado por Paul Rudd, Evangeline Lilly e Michael Douglas. Talvez seja a sua porta de entrada para se interessar por esse mundo. Agora tenho que ir. Vou para o espaço deter uma chuva de raios cósmicos.

Até a próxima!

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Guilherme Cepeda
Guilherme Cepeda é podcaster, blogueiro e escritor. Pós-Graduado em Marketing e apaixonado por tecnologia e literatura desde sempre, em 2010 resolveu criar um blog para compartilhar sua opinião com os amigos. Jamais imaginaria que o projeto chegaria tão longe, tornando-se hoje o Burn Book, um dos maiores portais de literatura jovem do Brasil. Escreveu em co-autoria os livros da série Minha Vida, e em seu trabalho mais recente, já pela Editora Burn Books, publicou o conto “Estarei em Casa para o Natal” na antologia que leva o mesmo nome, também foi publicado em outras antologias pelas Editoras Wish, Villa-Lobos e Rouxinol. Guilherme é co-criador do Podcast “BurnCast”, o qual é responsável pela edição, pós-produção e roteiro há mais de um ano.

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